Close
chega ventura

(CHEGA) VENTURA SOBRE A ECONOMIA

Quando se fala do Chega, as primeiras coisas que vêm à mente são temas como imigração, nacionalismo e uma abordagem mais conservadora em relação a valores tradicionais. Mas qual é a visão económica do partido? Para começar, o Chega defende uma economia mais livre e com menos intervenção estatal.

Tal significa que o partido acredita que o governo deve interferir o mínimo possível nos negócios, deixando que as empresas e os empreendedores tenham mais liberdade para crescer. O Chega enfatiza que, com menos regulações e burocracias, Portugal seria mais competitivo e atraente para o investimento. Além disso, o Chega quer uma redução significativa nos impostos, para dar um alívio ao bolso das pessoas e das empresas.

Impostos

O Chega acredita que a carga fiscal em Portugal é muito alta e sufoca a economia. Quem nunca se queixou dos impostos, não é? Desde o IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) até o IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares), os portugueses sentem o peso nos seus bolsos. O Chega propõe uma redução substancial dos impostos, tanto para indivíduos quanto para empresas. Para as pessoas, isso significaria ter mais dinheiro para gastar, investir ou poupar. Para as empresas, menos impostos poderiam estimular o crescimento, criar empregos e atrair investimentos estrangeiros.

Por exemplo, o Chega sugere a diminuição das taxas do IRS, principalmente para as faixas mais baixas, para que as pessoas tenham mais poder de compra. No caso do IRC (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas), o partido propõe uma redução para incentivar a criação de empresas e aumentar a competitividade das que já existem. Outro ponto importante é a proposta de abolir o IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis), aliviando a carga para proprietários de casas e imóveis comerciais.

Menos Estado

A abordagem do Chega em relação ao papel do Estado é bastante direta: eles querem menos intervenção estatal na economia. Se o Estado interfere demais, as coisas complicam-se. O Chega defende que a iniciativa privada deve ter mais espaço para agir, especialmente em setores como a saúde, educação e habitação. A ideia é que, com menos regulamentação, as empresas possam inovar mais e responder mais rapidamente às necessidades dos consumidores.

Na saúde, o Chega sugere uma maior participação do setor privado, permitindo que hospitais privados e outras entidades médicas tenham mais espaço para operar. O partido de André Ventura argumenta que esta medida pode reduzir a pressão sobre o Serviço Nacional de Saúde (SNS) e oferecer mais opções aos pacientes. Em relação à educação, o Chega propõe um sistema onde as escolas privadas têm um papel mais significativo, dando aos pais mais escolha na educação dos seus filhos.

Nacionalismo Económico

O nacionalismo económico é uma parte importante da visão do Chega. Ventura defende a proteção das empresas portuguesas e uma maior autonomia em relação à União Europeia. A UE tem muitas regras e diretrizes que afetam a soberania nacional, e o Chega quer que Portugal tenha mais controlo sobre as suas políticas económicas.

Uma das propostas do Chega é renegociar acordos com a UE para garantir que Portugal tenha mais autonomia para gerir a sua própria economia, o que poderia implicar proteger as empresas nacionais da concorrência estrangeira. O partido acredita que incentivar a produção nacional e reduzir a dependência de importações pode ajudar a criar mais empregos e fortalecer a economia local.

Burocracia

Quem nunca se perdeu na papelada ao tentar abrir um negócio ou resolver um problema administrativo? O Chega propõe simplificar processos para empresas, diminuir regulações desnecessárias e tornar mais fácil a vida dos empresários. A ideia é criar um ambiente mais amigável para quem quer investir em Portugal.

Uma proposta concreta do Chega é criar um sistema mais ágil para a abertura de empresas, com menos burocracia e procedimentos mais simples, tal como melhorar o sistema judicial para resolver disputas empresariais mais rapidamente, evitando atrasos que podem prejudicar os negócios.

Mas como é que isto afetaria o cidadão comum? Se as empresas têm menos burocracia para lidar, podem concentrar-se mais no crescimento e na criação de empregos. Por outro lado, menos regulamentação pode significar menos proteção para os trabalhadores e para o meio ambiente, algo que também deve ser considerado.

chega ventura