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A HIPOCRISIA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU

conselho de segurança

A Hipocrisia do Conselho de Segurança da ONU: Entre a Teoria e a Prática

O Conselho de Segurança da ONU é uma das instituições mais importantes no cenário internacional, com a responsabilidade de manter a paz e a segurança mundial. No entanto, ao longo dos anos, o órgão tem sido frequentemente acusado de comportamento pouco coerente, uma vez que as suas ações muitas vezes não refletem os princípios e valores pelos quais deveria zelar.

O Conselho de Segurança da ONU:
O Conselho de Segurança é um dos principais órgãos das Nações Unidas e é composto por 15 membros, sendo 5 membros permanentes com direito a veto (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia) e 10 membros não permanentes eleitos para mandatos de dois anos. A sua principal responsabilidade é a manutenção da paz e segurança internacionais, com a autoridade para impor sanções, estabelecer operações de paz e tomar medidas coercivas quando necessário.

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Contexto Histórico e o Direito ao Veto:
O Conselho de Segurança foi estabelecido no ano de 1945, após o fim da Segunda Guerra Mundial, com o objetivo de evitar conflitos e garantir a paz mundial. O direito ao veto é uma prerrogativa exclusiva dos membros permanentes, que lhes permite bloquear qualquer resolução do Conselho, mesmo que a mesma tenha o apoio unânime dos outros membros. Este direito foi concedido como uma forma de garantir a participação e cooperação desses Estado nas decisões do órgão.

Hipocrisia do Conselho de Segurança: Teoria e Prática:
A hipocrisia do Conselho de Segurança reside sobretudo na discrepância entre as suas ações e os seus princípios declarados. Enquanto a sua função primordial é promover a paz e a segurança, muitas vezes a suas decisões são influenciadas por interesses políticos e econômicos dos Estados membros, especialmente aqueles que possuem o poder de veto.

Exemplo 1: Crise na Síria
Um dos exemplos mais marcantes de hipocrisia do Conselho de Segurança é a crise na Síria. Desde 2011, o país está imerso numa guerra civil que causou milhares de mortes e deslocamentos em massa. Apesar da gravidade da situação, o Conselho de Segurança tem sido incapaz de adotar uma posição unânime para resolver o conflito, devido às diferentes agendas e interesses dos membros permanentes do Conselho de Segurança.

Enquanto alguns países têm apoiado o governo sírio, outros têm defendido os grupos rebeldes, estabelecendo assim impasses e bloqueios das resoluções do Conselho de Segurança que poderiam levar a uma solução pacífica. A gritante inação do Conselho de Segurança neste caso tem sido uma fonte de frustração para a comunidade internacional e levanta serias questões sobre a sua eficácia.

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Exemplo 2: Questão Palestina
Outro exemplo emblemático de hipocrisia do Conselho de Segurança é a questão da Palestina. O conflito entre israelenses e palestinos tem sido uma das principais fontes de tensão no Oriente Médio durante décadas. O Conselho de Segurança já emitiu diversas resoluções que condenam a expansão das assimilações territoriais israelenses em territórios palestinos ocupados, bem como a violência e a opressão contra a população palestina.

No entanto, a falta de ações efetivas para fazer cumprir essas resoluções e garantir o respeito dos direitos dos palestinos tem sido vista como um exemplo claro de hipocrisia entre as declarações e a implementação pratica das resoluções do Conselho de Segurança. O direito ao veto tem sido utilizado pelos países que apoiam Israel para impedir qualquer medida coercitiva contra o Estado israelense, mesmo quando as suas ações são consideradas ilegais pela comunidade internacional.

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Concluindo, a hipocrisia do C.S. da ONU é uma questão complexa e delicada que coloca em xeque a sua legitimidade e eficácia. A discrepância entre as suas ações e princípios declarados tem impactos significativos na procura pela paz e segurança internacionais. Enquanto o direito ao veto confere o poder de decisão a um grupo seletivo de países, também pode ser uma barreira para tomar medidas efetivas em situações críticas.

A HIPOCRISIA DO CONSELHO DE SEGURANÇA DA ONU